cine clube de viseu | cinema na cidade | cinema para as escolas

facebook | instagram | youtube

destaques

destaques

Filmitis vs. Reinitis
em ESTREIA!

É com muito entusiasmo que apresentamos a estreia mundial de um cine-concerto no próximo vistacurta. Com lugar no Teatro Viriato, uma nova página da história que liga o cinema à música, na nossa programação. Conseguem resistir?

Este cine-concerto de Edgar Pêra em diálogo com Rui Reininho parte do seu livro Sífilis versus Bilitis. As imagens em directo da performance de Reininho serão manipuladas pelo VJ Cláudio Vasques, que as misturará com filmes de Pêra pré-montados. A música e sonoplastia estarão a cargo de Artur Cyaneto (alter-ego de Edgar Pêra), na sua primeira actuação ao vivo. O já proclamado “cineasta português mais persistentemente individualista” e a figura pop mais incontornável em Portugal juntam-se em “FILMITIS vs. REINITIS”!

EDGAR PÊRA · FILMES & CÂMARA
RUI REININHO · POEMAS & PERFORMANCE
CLÁUDIO VASQUES · VJ
ARTUR CYANETO · MÚSICA & SONOPLASTIA





Edgar Pêra
Proclamado "o cineasta português mais persistentemente individualista", tem no seu currículo inúmeros trabalhos, do cinema aos cine-concertos, passando pela pintura, a internet e tantas outras formas de arte e media. Recentemente, realizou Caminhos Magnétykos, com Dominique Pinon, e Kinorama – Cinema fora de Órbita, a sequela do seu filme-tese O Espectador Espantado. Está a finalizar Não Sou Nada/The Nothingness Club, um neuro-thriller pessoano. No meio de um percurso que muito admiramos, o incansável Edgar Pêra também ajuda o ARGUMENTO a crescer. É um dos colaboradores assíduos do nosso boletim, desde 2011.


Rui Reininho
Figura pop incontornável em Portugal, é, desde 1981, o vocalista dos GNR, Grupo Novo Rock, onde também assina as letras de tantas músicas que têm marcado várias gerações, como "Dunas", "Ana Lee" ou "Efectivamente". Nascido no Porto, estudou na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, onde desenvolveu uma paixão pela sétima arte já iniciada no Cineclube do Porto. Como poeta, é autor dos livros Líricas Come On & Anas (2006) e Sífilis versus Bílitis (1983), que inspira este espectáculo. Em 2008 lançou, a solo, o álbum Companhia das Índias, e tem agora um novo projecto, 20.000 Éguas Submarinas.


Cláudio Vasques
É estereógrafo e manipulador de imagens. Trabalha com Edgar Pêra desde 2012, e tem desde então participado quer na pós-produção dos seus filmes tridimensionais, quer como vjammer dos seus cine-concertos. Nos intervalos, Vasques dedica-se à sua banda, os Tracy Lee Summer.


Artur Cyaneto
Trabalha em exclusividade (salvo honrosas excepções) com Edgar Pêra desde 1997, primeiro como sonoplasta e mais tarde como músico. Este será o primeiro concerto ao vivo de Cyaneto.


Sífilis versus Bilitis

Era a entrada de RR no mundo da literatura, não tanto por devoção, mais por provocação, “para ver as reacções” — desde a da jornalista que, antes de começar a entrevista, confessou que esperava alguém mais velho (o que levou o autor a definir uma estratégia de atraso do envelhecimento que consiste em escrever poucos livros) à do seu professor Jorge Silva Melo, que, chegado ao café em frente ao Conservatório enquanto RR distribuía algumas cópias pelos amigos, terá estranhado a sua “entrada para a posteridade”, como perguntando: “quem te franqueou as portas, meu tonto?”.
Quase quarenta anos depois, com as duas edições anteriores (para além da original, há uma da Quasi, de 2006) esgotadas, pareceu-nos que fazia todo o sentido completar Filmitis vs. Reinitis, cinekoncerto baseado em Sífilis versus Bilitis, com uma reedição especial da obra, debruada com apontamentos pessoais acerca de cada poema, e coroada com capa de EGO, alter-ego piktóriko de EP.

Margarida Assis, no Prólogo

É um orgulho apresentar a terceira edição de Sífilis versus Bilitis, com mãozinha do Cine Clube e Teatro Viriato. Revisão e notas de Margarida Assis, capa de EGO (alter-ego piktóriko de Edgar Pêra). Está disponível desde Outubro, no site ou por e-mail (office@cineclubeviseu.pt).

Não lhe chamo um livro de poesia nem de prosa. A imagem é a dos cartazes dos combates de boxe. Há uma dualidade – depois vir-se-ia a chamar "bipolaridade". Mas eu ainda sou do tempo dos tolinhos, em que as pessoas tinham duas personalidades, uma mais suave e outra mais perigosa, para si próprio e para a Humanidade.
Rui Reininho