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Exposição "Fluvial" de Tito Mouraz na Quinta da Cruz

Sem Título, da série "Fluvial". Exposição na Quinta da Cruz — Centro de Arte Contemporânea a partir de 8 de Outubro

Temos novidades: apresentamos o trabalho de Tito Mouraz, fotógrafo que tem abordado os temas da paisagem, memória, mito e natureza no seu trabalho. Sobre a paisagem irregular e misteriosa da Beira Alta, Tito Mouraz preparou a série fotográfica FLUVIAL que pode ser vista a partir de Outubro, em Viseu.

"Fluvial é uma meditação em torno das praias e aldeias do interior norte e centro de Portugal. Fotografadas entre 2011 e 2018, estas cenas fluviais transformam a geografia pessoal numa atmosfera de ficção. Dando conta de uma longa relação do autor com as praias e aldeias do norte e centro de Portugal, fazem-no não ao modo de uma investigação topográfica, mas relacionando erosão com visão. Tal como as correntes moldaram os elementos naturais, a passagem do tempo parece ter depurado o seu olhar, libertando-o da ironia, predispondo-o à percepção de formas e analogias, e a uma decência para com os seus iguais. Capturando famílias em momentos informais da sociedade portuguesa, predominantemente emigrantes regressados a casa do norte da Europa para as férias de Verão, corpos, troncos e seixos são aqui assemelhados a pequenas esculturas (antropomórficas, algumas delas); o corpo humano, aqui quase anfíbio, vê-se muitas vezes reduzido à simples forma, à superfície submersa, quer adoptando o leito aquático enquanto instrumento óptico, quer modelado pela luz. Os corpos humanos e não humanos emergem de esquemas de claro-escuro, quer como elementos de uma mise-en-scène ilusória, ou desfamiliarizados, reduzidos à mera forma, como por feitiçaria. Realista ainda que onírico, transmitindo um sentido pagão da natureza, criando o efeito atmosférico de um Domingo infinito, Fluvial lembra um sonho de Verão — uma ode visual ao lazer humano."

Tito Mouraz

"As fotografias de Fluvial forçam-nos a enfrentar o desencaixe entre mundo ‘natural’ e ‘cultura’ que tragicamente habitamos, fazendo-nos espreitar o que algures perdemos. Nesse sentido, estas imagens são um regresso e uma redescoberta. Atingindo-nos sensorialmente, elas acusam uma perda iminente, mas sinalizando a sobrevivência deste mundo minoritário são também um veículo de esperança."

Celso Martins, Expresso

FLUVIAL é a primeira exposição individual de Tito Mouraz em Viseu.


Tito Mouraz,
Canas de Senhorim, 1977

Finalizou o curso de Artes Visuais e Fotografia na Escola Superior Artística do Porto em 2010, onde vive e trabalha actualmente. Expõe regularmente desde 2009 em Portugal e no estrangeiro.

Das suas exposições individuais destacam-se: Fluvial, Centro Cultural Camões, Luxemburgo (2021); Mergulho, Salut au Monde, Porto (2021); Fluvial, Museu Finlandês de Fotografia, Helsínquia (2019); THEM OR US!, Galeria Municipal do Porto (2017); A Casa das Sete Senhoras, Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisboa (2014).

De exposições colectivas destacam-se: Un eté au Portugal, Villa Tamaris Centre D’art, FR (2022); Não sei se posso desejar-lhe feliz ano, Obras da coleção Mário Teixeira da Silva, MNAC, PT (2022); Olhar direito por linhas tortas, Espaço Adães Bermudes, Alvito, PT (2021); Epicentro: Milagre, Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, São Miguel, Açores (2020); Fluvial, Bienal de Fotografia, Museu Municipal de Vila Franca de Xira, Vila Franca de Xira (2019); Olhares Cruzados/Identidades Diversas, Galeria Módulo, Lisboa (2016); Ponto de Partida – Colecção Figueiredo Ribeiro, QUARTEL, Abrantes (2016); A Casa das Sete Senhoras, Encontros da Imagem, Braga (2014).

A sua participação em festivais inclui, Backlight Photo Festival, Tampere, FI (2017); Fotofestiwal, Lodz, PL (2015); FORMAT Photography Festival, Derby, UK (2015); Festival Circulation(s), Paris, FR (2015). As suas obras integram várias coleções como a Colecção de Fotografia do Novo Banco; Coleção Mário Teixeira da Silva; Colecção Figueiredo Ribeiro; Colecção de Arte da Fundação EDP; Fundação PLMJ; Colecção Marin Gaspar; Fundação Lapa do Lobo; Pico do Refúgio, entre outras colecções privadas.

Em Portugal é representado pela galeria 3+1 Arte Contemporânea, Lisboa.