Um ano mais, o vistacurta apresenta-se em Viseu, com vários dias de cinema, encontros com realizadores, concertos, sessões para escolas. De 27 de Outubro a 03 de Novembro o Auditório IPDJ, Teatro Viriato, Casa Museu Almeida Moreira, Carmo'81 e ESEV acolhem mais uma edição cujo foco central é o cinema associado a esta região, e toda a produção de cinema que interpela a interioridade.

Dias 27 · 29 · 30 · 31 · 01 · 02 · 03

AQUI NA TERRA
— PRODUÇÃO NACIONAL

Marta Mateus
FARPÕES BALDIOS

2017, 25'

Diz-se no Alentejo, que quando se perde alguma coisa, quem procura deverá começar a andar para trás e voltar ao princípio. Reza-se e pede-se a Santa Luzia que nos cure dos olhos, para que possamos olhar melhor e ver. Os protagonistas deste filme, a quem foi roubada a infância e a escolaridade, contam a sua história às gerações de hoje, nas suas palavras.

MARTA MATEUS Nascida no Alentejo em 1984, Marta Mateus estudou filosofia na Universidade Nova de Lisboa, desenho e fotografia na ar.co, música e teatro. Trabalhou como actriz e assistente de realização. Farpões Baldios estreou mundialmente em Cannes 2017, e venceu a Competição Internacional em Vila do Conde 2017.

Agnes Meng
HISTÓRIAS DE LOBOS

2018, 22'

Colecção de histórias relacionadas com o lobo nas montanhas do norte de Portugal. Num desses cumes rochosos, há uma aldeia chamada Pitões das Júnias. À noite, os pastores costumavam contar histórias. Mito, mortes, assassinatos... coisas que aconteciam ou não, histórias inspiradas nas lutas entre humanos e lobos, entre nós e os selvagens.

AGNES MENG Documentarista e cinegrafista. Formou-se na Escola de Jornalismo e Comunicação na Universidade de Tsinghua; é mestre em documentário no "Docnomads" Erasmus Joint Master que envolve estudos na Universidade Lusófona em Lisboa, Theater and Film Arts de Budapeste e LUCA School of Arts em Bruxelas. Para além do cinema e do jornalismo, trabalhou como assistente de pesquisa de antropologia no sudoeste da China e no Tibete.

Produção no 6.º curso de Cinemalogia 2016-17, com orientação de Telmo Martins
A COSTUREIRINHA

2017, 14'

Ermelinda, uma mulher cansada e derrotada, costura para fora como único sustento da casa, onde vive com a filha Maria, uma criança sensível que percebe a angústia da mãe e a confronta com isso. O dia-a-dia desta família é assombrado pelo espírito d’A Costureirinha que Maria diz ver mas cujos relatos Ermelinda, habituada às histórias populares, menospreza.

Curta-metragem produzida no âmbito da 6.ª edição do Curso de Cinema Cinemalogia do festival Caminhos do Cinema Português. Realizado por Bruno Martins, Carolina Carvalho, Catarina Santos, Duarte Covas, Elsa dos Santos, Isabel Brazinha, Joana Bronze Ferreira, José Eduardo Caetano, Leonor Santos, Marcos Soares, Oumayma Ajarrai e Teresa Isabel Queirós, com orientação de Telmo Martins.

João Pupo
POR TUA TESTEMUNHA

2018, 18'

Ivo Moura é um homem que tem um propósito bem definido mas a natureza desvia-o do seu caminho. A natureza troca a geografia e a tempestade desvia um cavaleiro do seu curso. Apeado, torna-se um homem comum a precisar de abrigo e do calor do fogo. Mas há uma casa isolada à sua espera, um mundo de regras próprias que se revelam na noite. Até que a tempestade passa.

JOÃO PUPO Licenciado em Realização pela Escola Superior de Teatro e Cinema, onde se encontra agora a frequentar o Mestrado em Ciências da Comunicação, completou também o curso de Argumento para Cinema (Longas Metragens) na London Film School, no âmbito do programa Criatividade da Fundação Calouste Gulbenkian.

João Salaviza e Ricardo Alves Jr.
RUSSA

2018, 20'

Russa volta ao Bairro do Aleixo no Porto, visitando a irmã e os amigos com quem celebra o aniversário do filho. Neste breve encontro, Russa regressa à memória colectiva do seu bairro, onde três das cinco torres ainda se mantêm de pé.

Estreia mundial em Berlim 2018, competição melhor curta-metragem.

JOÃO SALAVIZA Entre 2009 e 2012 realizou curtas-metragens internacionalmente premiadas: Rafa (Urso de Ouro na Berlinale 2012); Arena (Palma de Ouro em Cannes 2009) e Cerro Negro. Montanha, a sua primeira longa-metragem, estreou no Festival de Veneza.

RICARDO ALVES JR. Argumentista, realizador e encenador. Premiado em Cannes, Roterdão, Locarno, Oberhausen, IndieLisboa. Em 2013, a Cinemathèque Française fez uma retrospectiva integral das suas curtas. Em 2016, realizou a sua primeira longa-metragem, Elon Não Acredita na Morte, presente em vários festivais.

David Pinheiro Vicente
ONDE O VERÃO VAI (EPISÓDIOS DA JUVENTUDE)

2018, 21'

É Verão, um rapaz vai com os amigos para o rio. Na viagem de carro, conta-se a história de um homem e da sua cobra de estimação, que o tenta comer. Em quatro episódios, o calor da floresta aproxima o desejo entre os jovens.

DAVID PINHEIRO VICENTE Em 2016, realizou o documentário Simão, apresentado no Doclisboa. Desde então, tem trabalhado como director de arte de vários filmes apresentados em festivais de cinema nacionais e internacionais. Em 2017, trabalhou como assistente com a realizadora Salomé Lamas.

Anabela Moreira
A MIM

2017, 10'

O Amor disfarçado de rotina, sacrifício e esforço. O Amor de uma mãe e de um filho.

ANABELA MOREIRA Trabalha como actriz em cinema, televisão e teatro. No cinema, com João Botelho, Nuno Noivo, João Rodrigues e em quatro filmes de João Canijo: Mal Nascida,Sangue do Meu Sangue, É o Amor, e Fátima. Em televisão foi, entre outros trabalhos, protagonista na série Filhos do Rock, RTP. É co-realizadora dos documentários Portugal: Um Dia de Cada Vez e Diário das Beiras, com João Canijo.

Jorge Jácome
FLORES

2017, 27'

Perante um cenário de crise natural nos Açores provocada por uma incontrolável praga de hortênsias, a população açoriana vê-se forçada a abandonar as ilhas. Dois jovens soldados, sequestrados pela beleza da paisagem, guiam-nos pelas narrativas dos que partiram e o inerente desejo de resistirem, ficando.

JORGE JÁCOME Licenciado pela ESTC, em Lisboa, e pela Le Fresnoy, Studio National des Arts Contemporains. Nos seus filmes, exibidos em vários festivais nacionais e internacionais, investiga a relação entre utopias, melancolia, desaparecimento e desejo. Em 2017 venceu o prémio de melhor filme académico no festival Images, de Toronto, com Fiesta Forever, e o prémio de Novo Talento no IndieLisboa, com Flores.

Jorge Vaz Gomes
MAPA-ESQUISITO

2018, 22'

A minha família emigrou para França nos anos 60, mas pouco depois a minha mãe foi obrigada a voltar. Talvez por essa razão mudámos de casa oito vezes e fugíamos sempre que possível para a aldeia, onde a família de França passava férias. Esta inquietude entranhou-se nos meus sonhos desde então e nunca mais os largou.

JORGE VAZ GOMES Guarda, 1980. Estudou Realização na ETIC em Lisboa, e Fotografia no ar.co. Tem trabalhado como videasta, fotógrafo e editor, nas áreas de teatro, internet, videoclip e documentário. Criou e realizou as rubricas semanais Enviado Especial e Repórter Mudo, que emitiram ao longo de dois anos no Canal Q.

João Vladimiro
ANTEU

2018, 29'

Anteu nasce numa aldeia onde é a única criança. Passados alguns meses a mãe morre e alguns anos depois o pai também. Um a um vão desaparecendo os habitantes da aldeia e Anteu, agora com 17 anos, fica sozinho. Certa noite um sonho desperta-o: quem o enterrará a ele?

JOÃO VLADIMIRO Em 2006 realiza Pé na Terra com o qual recebe o prémio de melhor realizador português de curta-metragem no IndieLisboa. Em 2013 acaba a sua segunda longa metragem, Lacrau, estreada no IndieLisboa e com a qual ganha os prémios de Melhor Longa-Metragem Portuguesa e Árvore da Vida, e que passa por vários festivais internacionais. Estreia em 2014 o seu último filme, A Lã e a Neve.

Tânia Dinis
ARMINDO E A CÂMARA ESCURA

2017, 20'

Armindo Carvalho é o meu avô de Vila Nova de Famalicão. Dedicou toda a sua vida à fotografia e, em 1969, tirou a carteira profissional. Registou a sua família e a dos outros. Percorreu várias cidades e aldeias da região a registar eventos e cerimónias. Armindo e a Câmara Escura é um trabalho de revisitação das suas memórias familiares através das imagens.

TÂNIA DINIS Em 2017 realiza Laura, vencedora do prémio de melhor curta metragem no Festival Internacional de Cinema de Arquivo - Brasil, e Armindo e a Câmara Escura. O seu trabalho atravessa diversas perspectivas e campos artísticos, como fotografia, performance, cinema e estética relacional, tendo nos últimos anos trabalhado a partir de imagens de arquivo.

Diogo Vale
CEDRIM

2017, 18'

Ouvimos foguetes, mas o tom não é de festa. Numa pequena aldeia, encontram-se um rapaz e uma rapariga. Ela é de lá, ele está só de passagem.

DIOGO VALE Nascido em Vale de Cambra. O seu primeiro filme, Corpo Cego, estreou no festival de Curtas de Vila do Conde 2016, e passou por outros festivais internacionais. O seu segundo filme, Cedrim, estreou no mesmo festival, em 2017. Além de realizar, também trabalha como editor, e em projectos relacionados com fotografia, música e som.





Cine Clube de Viseu, 2018.
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